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Um rolê pela cidade
Videoclipe de estréia do grupo Rima Sambada faz crônica cotidiana de Belo Horizonte.
Por PDR Valentim
“Capital das Alterosas” é o primeiro registro audiovisual do Rima Sambada, quarteto belo-horizontino que há três anos produz um som mesclando Rap e ritmos brasileiros aos princípios da fé cristã protestante. Produzido por Marco Savino, José Luiz e Diogo Nunes, a partir de um trabalho do curso de Produção Editorial da faculdade Uni-BH, o vídeo foi rodado durante dois finais de semana ensolarados, em junho de 2008. O resultado traduz, com nitidez e em tom de crônica, a proposta do som, que traça um olhar característico do grupo formado por PDR (MC), Glênio (MC), Vuks (MC) e Heron Zanadreis (percussão) sobre a capital mineira. Transitando por locais de referência da cidade, em “Capital das Alterosas” o grupo estabelece um paralelo entre o belo e o desprezível, o calmo e o caótico da metrópole.
A faixa que batiza o clipe também é a canção que abre o EP (Extended Play) “Tambores e levadas”, lançado em novembro de 2007. O disco, que contempla as primeiras experiências do Rima em estúdio, é uma parceria com o selo Xeque Mate Produções, idealizado pelo produtor musical e mestre de cerimônias (MC) Eazy-CDA. Eazy foi um dos responsáveis pela sonoridade resultante de “Tambores e levadas”. Ele assina, além da gravação, a mixagem e a masterização do EP.
Ainda merecem destaque na compilação as faixas “Essa vai para” e “Rima Sambada”, que integram a porção sambista do grupo. A primeira destaca-se pela marcação grave de um contrabaixo muito bem executado pelo músico Waldir Cunha, aliada à cadência do combinado: cavaquinho, ganzá, surdo e tamborim. Já a faixa que dá nome ao projeto, destaca-se pela presença de um melancólico “sample” (recorte ou trecho musical) de bossa nova em companhia de sua letra, que resume a proposta do Rima Sambada. Nos versos cantados no refrão: “Rima Sambada, tambores, Levadas/ Essência brasileira, frases improvisadas/ Aqui me sinto em casa, dinheiro nenhum paga/ O som, a vida, a fé, e a benção da caminhada”, eles dizem a que vieram.
Criado no início de 2006, o Rima Sambada nasceu de uma vontade comum a quatro rapazes naturais de Belo Horizonte: fazer música, unindo algumas de suas paixões – rimas, percussão e a bíblia. “Tambores e levadas” se propõe a celebrar essa união sem exaltar, de maneira exagerada, a mistura de linguagens ou mesmo defender a criação de um novo conceito artístico.
Apesar da breve trajetória, o grupo coleciona momentos importantes em sua carreira, entre os quais destacam-se as apresentações na 33ª edição do Festival de Inverno de Itabira (MG), que aconteceu em julho de 2007 e o show na noite de encerramento da nona edição do Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT-BH), que rolou em julho de 2008. Vale ressaltar, ainda, o quarto lugar conquistado no 25º Festsêmani (festival de música cristã), em agosto de 2006.
Atualmente, quem vai aos shows do Rima Sambada confere, além do repertório do EP “Tambores e levadas”, as novas músicas trabalhadas pelo grupo e inspiradas sessões de Rap improvisado. Acompanhados de bases eletrônicas, riffs de guitarra ou variados instrumentos percussivos, os MC’s PDR e Vuks protagonizam, a cada apresentação, momentos repletos de criatividade, nos quais o carro-chefe são as rimas espontâneas, sempre focadas, primordialmente, nos ensinamentos do cristianismo. Outro diferencial dos shows do Rima é a presença de convidados especiais, sejam eles músicos, MC’s ou grafiteiros. Em 2008, o principal parceiro do grupo foi o músico Ramon Goulart, um dos mais representativos artistas da Música Popular Brasileira de caráter cristão.
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